Após sete meses de atraso, Sec. de Sáude do Recife confirma surto de Conjutivite.

16 maio, 2018

O que é Conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, a conjuntivite ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. A conjuntivite pode ser aguda ou crônica, afetar um dos olhos ou os dois.

Tipos

A conjuntivite pode ser dividida em três tipos:

Infecciosa

A conjuntivite infecciosa é o tipo mais comum. Essa categoria de conjuntivite é contagiosa, ou seja, é possível passar para outras pessoas pelo ar ou contato com o local. Ela pode acometer um ou os dois olhos e, normalmente, apresenta lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, secreção (clara ou amarelada) e hiperemia (olhos vermelhos) (2). A conjuntivite infecciosa pode ser divida em outros tipos:
Conjuntivite viral: A conjuntivite viral é o tipo mais comum, ela é transmitida por um vírus conhecido como adenovírus. Diferente do que muitos pensam, esse tipo de conjuntivite não é transmitido pelo ar, mas sim pelo contato com as secreções oculares e também através de tosse e espirro do paciente infectado. (3)
Conjuntivite bacteriana: A conjuntivite bacteriana não é tão comum quanto a viral, porém ela pode ser mais perigosa. Ela é transmitida através do contato pessoal com a bactéria. Portanto, se a pessoa encostar nos olhos ou em algum local contaminado ela será infectada.
Conjuntivite fúngica: A conjuntivite fúngica é a mais rara entre todos os tipos. Ela ocorre quando uma pessoa machuca os olhos com madeira. Por ser muito difícil de tratar, a conjuntivite fúngica pode causar complicações na visão.

Alérgica

A conjuntivite alérgica é decorrente de alergia, principalmente por ácaro e pólen. Essas se manifestam com olhos vermelhos e coceira ocular e não são contagiosas.
Há quatro formas de conjuntivite alérgica:
  • Sazonal, geralmente associada à rinite ou asma, que é a mais comum
  • Ceratoconjuntivite atópica, que é associada à dermatite atópica
  • Conjuntivite primaveril
  • Conjuntivite papilar gigante, associada comumente ao uso de lentes de contato.

Tóxica

A conjuntivite tóxica ocorre quando os olhos entram em contato direto com algum produto químico, como produtos de limpeza, shampoos, venenos agrícolas ou inseticida. Esse tipo de conjuntivite também é bastante raro, porém muito perigoso. Quando não tratado da forma correta pode trazer complicações para visão.

Como diferenciar os tipos de conjuntivite?

Os sintomas entre os tipos de conjuntivite são muito semelhantes, portanto, a melhor forma de diferenciar a conjuntivite é através da forma de contágio. Além disso, é essencial procurar um especialista, para que ele possa indicar o tratamento específico, quando antes o tratamento for iniciado menores serão as chances de complicações.

Sintomas de Conjuntivite

A característica mais marcante da conjuntivite é a vermelhidão nos olhos. Além disso, ela pode apresentar outros sinais como (4):
  • Vermelhidão nos olhos
  • Olhos lacrimejantes
  • Pálpebras inchadas
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana)
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral)
  • Coceira
  • Fotofobia (dor ao olhar para a luz)
  • Visão borrada
  • Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda

Causas

A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes (poluição, fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou de maquiagem, etc.). A mais comum delas é a conjuntivite primaveril ou febre do feno, geralmente causada por pólen espalhado no ar.
A conjuntivite pode ser causada, também, por vírus e bactérias. Nestes casos, a conjuntivite é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados.

Fatores de risco

O fator de risco mais comum é colocar as mãos sujas e/ou contaminadas nos olhos.
Além disso, existem doenças que podem predispor o indivíduo à conjuntivite, como herpes, doenças autoimunes ou virais.
Por fim, a baixa imunidade também pode favorecer no surgimento da conjuntivite.
Outros fatores de risco são:
  • Exposição a algo para o qual você é alérgico (conjuntivite alérgica)
  • Exposição a alguém infectado com a forma viral ou bacteriana da conjuntivite
  • Usando lentes de contato, especialmente uso prolonga

Tratamento de Conjuntivite

O tratamento da conjuntivite é determinado pelo agente causador da doença.
- Conjuntivite viral: não existem medicamentos específicos e o tratamento foca nos sintomas.
- Conjuntivite bacteriana: o tratamento inclui a indicação de colírios antibióticos, que devem ser prescritos por um médico, pois alguns colírios são altamente contra-indicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.
- Conjuntivite alérgica: Em qualquer quadro alérgico, ocular ou não, o primeiro passo é orientar o paciente que a doença é crônica, recorrente, e deve-se tomar algumas medidas para diminuir a intensidade e a frequência das crises, como:
  • Coceira nos olhos
  • Evitar o acúmulo de pó, em cortinas, carpetes, bichos de pelúcia
  • Varrer a casa com auxílio de pano úmido, para não levantar a poeira, entre outras medidas preventivas
  • Não coçar o olho é mandatório
  • Fazer compressas geladas que aliviam muito os sintomas alérgicos.
Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da conjuntivite. Qualquer que seja o caso, porém, é fundamental lavar os olhos e fazer compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde.

Medicamentos para Conjuntivite

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula
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GRIPE H1N1 OU GRIPE A ?

14 maio, 2018

gripe A, também chamada de H1N1, é uma virose, ou seja, uma doença causada por um vírus. Ela é similar a outros tipos de gripe, mas possui maiores chances de complicações, podendo até mesmo causar morte.

→ Vírus causador da gripe H1N1
A gripe é causada por um vírus conhecido como Influenza, que pertence à família dos ortomixovírus. Esses vírus dividem-se em três tipos: A, B e C, sendo o tipo A o mais patogênico e o mais associado a epidemias e pandemias. O vírus causador da gripe H1N1 é um vírus Influenza A que contém genes do vírus humano, suíno e aviário e é denominado de Influenza A/H1N1.
→ Transmissão da H1N1
A gripe H1N1 pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de pequenas gotículas de saliva eliminadas por pessoas contaminadas ao tossir ou espirrar. A transmissão pode ocorrer ainda por contato com objetos que possuam secreção do doente.
→ Sinais e sintomas da H1N1
Assim como outros tipos de gripe, a H1N1 causa dores no corpo, na cabeça e na garganta, febre – que dura em média três dias –, mal-estar, calafrios e tosse seca. Esse tipo de gripe, no entanto, pode desencadear outras complicações, como pneumonia, sinusite, otite e até mesmo complicações cardíacas. Quando o quadro se complica, o paciente apresenta dores no peito, falta de ar, tontura, fraqueza e confusão mental.
→ Tratamento da H1N1
A gripe H1N1 é tratada por meio de medicamentos para alívio dos sintomas e combate ao vírus. Assim como outras viroses, recomenda-se repouso e o consumo de líquidos. De uma maneira geral, a gripe A possui cura espontânea.
Em casos mais graves da doença, em que existe risco de complicação, pode ser recomendado o uso de antivirais. Um desses medicamentos é o oseltamivir, também chamado comercialmente de Tamiflu.
→ Prevenção contra a H1N1
A gripe H1N1 pode ser prevenida, principalmente, por vacinação, que é feita gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Vale ressaltar que as vacinas podem ser encontradas também em clínicas particulares. A vacina distribuída pelo governo é trivalente, protegendo contra influenza A H1N1, influenza A H3N2 e uma cepa (linhagem) de influenza B.
No caso da vacinação gratuita, apenas alguns grupos, considerados prioritários, possuem direito à vacina. Esse grupo engloba crianças de seis anos a 5 anos, idosos com mais de 60 anos, jovens sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, povos indígenas, funcionários da área da saúde e sistema prisional, grávidas e mulheres até 45 dias após o parto.
Além da vacinação, para se prevenir da H1N1, são necessárias algumas medidas importantes:
  • Sempre proteger a boca ao tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Higienizar sempre as mãos, fazendo uso de água e sabão ou álcool em gel. Nesse último caso, antes de aplicá-lo, deve-se eliminar a sujeita aparente;
  • Evitar locais de grandes aglomerações de pessoas em épocas de surto da doença;
  • Evitar contato com pessoa contaminada.

Por Ma. Vanessa dos Santos
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OPAS/OMS esclarece que ‘vírus H2N3’ não circula em nenhum lugar do mundo

12 maio, 2018

13 de abril de 2018 – A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) esclarece que o suposto “vírus H2N3” não circula em nenhum lugar do mundo. O organismo internacional está preocupado com a série de boatos sobre gripe (influenza) circulando em áudios e textos em redes sociais ou aplicativos de mensagem no Brasil. 
Em um áudio, por exemplo, uma voz feminina diz que a OMS supostamente “não quer divulgar” casos confirmados de mortes por um “vírus H2N3” no estado de Goiás para “não alarmar” a população. Além disso, um texto pede que as pessoas façam gargarejos e limpem as narinas “com água morna contendo sal de cozinha” para “prevenir a proliferação do vírus da gripe”. A primeira informação é falsa e a segunda não tem base em evidências científicas. 
A medida mais eficaz para a prevenção da influenza grave e de suas complicações é a vacinação. Entre outras importantes ações preventivas estão lavar as mãos regularmente (com secagem adequada), evitar tocar nos olhos, nariz ou boca, bem como o contato próximo com pessoas doentes; autoisolamento precoce daqueles que se sentem mal, febris e apresentam outros sintomas da gripe; cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, usando tecidos e descartando-os adequadamente. 
Os vírus da influenza mudam constantemente. Por isso, a Rede Global de Vigilância de Influenza da OMS (GISN, na sigla em inglês), uma aliança de 144 Centros Nacionais de Influenza de todo o mundo, monitora os vírus que circulam em humanos. 
Do total de Centros, três ficam no Brasil. E, por meio deles, o país pôde identificar que os tipos de vírus de influenza que atualmente circulam no território brasileiro são o influenza A (H1N1pdm09), A (H3N2) e influenza B. A vacina contra a gripe que será aplicada em uma campanha do Ministério da Saúde do Brasil, na segunda quinzena deste mês, protege contra esses três tipos de vírus. 
O estado de Goiás iniciou nesta sexta-feira (13) uma campanha antecipada de vacinação contra influenza A, devido a um surto de Influenza por H1N1 no mês de março, na Vila São Cotollengo, em Trindade, na região Metropolitana de Goiânia. 
Cepas de vírus no mundo
A influenza sazonal é uma infecção respiratória aguda causada por vírus da influenza que circulam em todas as partes do mundo. Atualmente, há quatro tipos de vírus de gripe sazonal: A, B, C e D. Os vírus influenza tipo A são classificados em subtipos de acordo com as combinações de duas proteínas diferentes, a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N), localizadas na superfície do vírus. Os subtipos de vírus da gripe A que circulam atualmente no mundo entre seres humanos são os da influenza A (H1N1) e A (H3N2). 
O A (H1N1) também é conhecido como A (H1N1) pdm09, porque causou uma pandemia em 2009 e posteriormente substituiu o vírus da gripe sazonal A (H1N1) que havia circulado antes de 2009. Pelo que se sabe até hoje, apenas vírus influenza tipo A já causaram pandemias. 
Os vírus influenza B não são classificados em subtipos, mas podem ser divididos em duas linhagens, denominadas B/Yamagata ou B/Victoria. 
Os vírus da gripe A e B circulam e causam surtos e epidemias. Devido a esta razão, as estirpes relevantes dos vírus da gripe A e B estão incluídas nas vacinas contra a gripe sazonal. O vírus influenza C é detectado com muito menos frequência e geralmente provoca infecções leves, não apresentando implicações significativas para a saúde pública. 
Os vírus da influenza D afetam principalmente o gado e não parecem ser causa de infecção ou doença no ser humano. 
Produção de vacina
A produção da vacina contra influenza no Brasil começa a partir do mês de setembro, quando a OMS dá autorização para que os laboratórios o fabriquem. Essa medida é necessária porque todos os anos é preciso avaliar quais as cepas (tipo) do vírus que mais circularam no hemisfério sul, no ano anterior. Após essa autorização, os laboratórios levam em torno de seis meses para produzir a vacina que será disponibilizada à população.
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Mosquitos percebem quando você tenta matá-los – e lembram disso

09 março, 2018

Essa é a conclusão de cientistas da Universidade de Washington, que realizaram uma experiência com mosquitos da espécie Aedes aegypti (a mesma que, no Brasil, transmite o vírus da dengue). Os pesquisadores coletaram uma amostra de suor de uma pessoa, e a colocaram dentro de uma caixa onde os mosquitos ficavam presos. Além de servir como cadeia para os Aedes, essa caixa também tinha um “mecanismo de perturbação”: um braço mecânico que tentava estapear os insetos.
Mosquitos percebem quando você tenta matá-los – e se lembram disso

O objetivo era tentar criar uma associação, na memória dos mosquitos, entre aquele odor e uma situação de perigo (os tapas). Incrivelmente, deu certo. No dia seguinte, os mosquitos foram colocados, um a um, dentro de um labirinto que tinha duas saídas. A primeira delas levava os insetos a uma câmara neutra, sem cheiro. A segunda tinha o odor de um ser humano – que, em tese, os mosquitos deveriam preferir.
Só que não era qualquer ser humano. O cheiro era aquele mesmo que os insetos haviam sido condicionados a relacionar com perigo. Não deu outra: os mosquitos evitaram o túnel que tinha cheiro de gente. Eles adorariam picar um braço humano, claro. Mas, naquela situação, se lembraram de que aquele cheiro, pertencente a uma pessoa específica, podia ser uma ameaça.
Os cientistas fizeram uma incisão minúscula na cabeça de alguns mosquitos, e conectaram um sensor aos neurônios do sistema olfativo. Descobriram que o “aprendizado” dos bichinhos depende da dopamina, um neurotransmissor que também está presente em humanos. Os pesquisadores também criaram mosquitos geneticamente modificados, que tiveram o DNA alterado para que se tornassem parcialmente insensíveis à dopamina. Eles conseguiam voar e picar; mas eram incapazes de aprender a identificar perigos, como os mosquitos normais.
Pense nisso na próxima vez em que você tentar matar um mosquito. Ele sabe que você tentou acertá-lo, e vai se lembrar. Pelo menos por algum tempo.
Bruno Garattoni
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Fiocruz-PE busca mais voluntários para testes da vacina contra dengue

05 setembro, 2017

Depois do Engenho do Meio, instituto recrutará a partir desta quarta voluntários interessados no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife

Meta é vacinar no Recife 1.200 pessoas. 
Voluntários serão acompanhados por cerca de
 cinco anos pela equipe da Fiocruz
Foto: Ricardo B. Labastier / Acervo JC Imagem
A Fiocruz Pernambuco, instituição que coordena os testes no Estado da primeira vacina brasileira contra a dengue, começará nesta quarta-feira (5) a recrutar mais voluntários para participarem da terceira fase do projeto, para comprovar a eficácia da imunização. Desta vez, a mobilização em busca de pessoas interessadas será no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. O foco será em crianças e adolescentes com idade entre 2 e 17 anos.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, localizado na cidade de São Paulo (SP) e principal produtor de imunobiológicos do País, a vacina já foi testada em cerca de 600 pessoas, todas recrutadas no bairro do Engenho do Meio, também na Zona Oeste da capital. A meta é terminar a participação de Pernambuco com 1.200 voluntários vacinados. “Até agora, todos os estudos indicam que a vacina é eficaz e protege contra os quatro sorotipos da dengue, principalmente as formas graves da doença. Se a vacina for expandida para toda a população, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), teremos um impacto muito grande na redução da mortalidade e no número de internações por dengue. O benefício será enorme”, defende a pediatra e pesquisadora da Fiocruz Cynthia Braga, uma das responsáveis pelo recrutamento de voluntários.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, localizado na cidade de São Paulo (SP) e principal produtor de imunobiológicos do País, a vacina já foi testada em cerca de 600 pessoas, todas recrutadas no bairro do Engenho do Meio, também na Zona Oeste da capital. A meta é terminar a participação de Pernambuco com 1.200 voluntários vacinados. “Até agora, todos os estudos indicam que a vacina é eficaz e protege contra os quatro sorotipos da dengue, principalmente as formas graves da doença. Se a vacina for expandida para toda a população, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), teremos um impacto muito grande na redução da mortalidade e no número de internações por dengue. O benefício será enorme”, defende a pediatra e pesquisadora da Fiocruz Cynthia Braga, uma das responsáveis pelo recrutamento de voluntários.
A primeira ação no bairro da Várzea será realizada, a partir das 14h, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Pessoas atendidas na Unidade de Saúde da Família (USF) Campo do Banco serão as primeiras da comunidade a receberem informações sobre os testes. A ideia é que a equipe de enfermeiros da Fiocruz percorra a região convidando os moradores a se inscrever na pesquisa. “Precisamos vacinar e seguir os voluntários por cinco anos. No primeiro mês após a aplicação da vacina, eles são acompanhados bem de perto. Depois realizamos avaliações periódicas. Por isso, escolhemos localidades no entorno da Fiocruz para facilitar a mobilidade das pessoas interessadas em participar dos testes”, explica a pesquisadora.

Os participantes devem ter entre 2 e 59 anos. A Fiocruz tem até novembro deste ano para chegar a 800 voluntários entre 7 e 59 anos. Entre crianças de 2 a 7 anos, a meta é chegar a 400 voluntários inscritos até fevereiro de 2018. “Nesta fase, estamos priorizando jovens e crianças. Já estamos perto de alcançar a meta de voluntários adultos”, pontua a médica.
Etapas
Os interessados passam por entrevista e exames físicos na própria Fiocruz para verificar se estão aptos. Essa etapa de testes clínicos deve atingir cerca de 17 mil pessoas no Brasil, recrutadas por 14 instituições de pesquisa espalhadas pelas cinco regiões do País. Para comprovar a eficácia do imunizante, produzido a partir do vírus vivo enfraquecido, 2/3 dos participantes recebem a vacina de fato, enquanto 1/3, placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem efeito no organismo. Dessa forma, será possível identificar se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu (ou não) a doença.
Nas duas primeiras fases das testagens, a vacina foi aplicada em 900 pessoas. Seiscentos voluntários foram submetidos aos testes nos Institutos Nacionais de Saúde (NHI), nos Estados Unidos. Os outros 300 
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Febre Amarela

04 abril, 2017

febre amarela, também denominada barbarose, trata-se de uma desordem infecciosa, que tem como agente etiológico um flavivírus, transmitido por um mosquito contaminado. É mais comum em áreas silvestres e rurais, embora também possa estar presente em áreas silvestres. O principal transmissor do vírus causador da febre amarela em áreas silvestres é o mosquito do gênero Haemagogus, enquanto que na área urbana, o principal transmissor é o mosquito do gênero Aedes, tanto o Aedes aegypti, quanto o Aedes albopictus.

Mosquito Aedes aegypti. Foto:
 mrfiza / Shutterstock.com
Os reservatórios naturais deste vírus são os primatas não-humanos, que habitam as florestas tropicais, como as da América Central, América do Sul e África. Quando indivíduos que nunca foram imunizados, por vacina ou por contrair a doença anteriormente, circulam em áreas de florestas endêmicas e recebem uma picada de um mosquito contaminado pelo flavivírus, acabam levando a doença para outros locais.
O período de incubação do vírus da febre amarela varia de 3 a 7 dias após a transmissão do mesmo pelo mosquito contaminado. As manifestações clínicas iniciais abrangem febre, cansaço, mal-estar, cefaleia e dores musculares, especialmente na região lombar e abdominal. O quadro clássico de febre amarela caracteriza-se por febre moderadamente elevada, náuseas, bradicardia, prostração e hematemese. Também pode haver diarreia. A maior parte dos casos é assintomática, manifestando-se como uma infecção subclínica; todavia, esta doença pode apresentar-se de forma grave, podendo, até mesmo, levar à morte.
Após a diminuição da febre, alguns pacientes podem desenvolver sintomas mais graves, como febre alta, diarreia fétida, convulsões e delírio, hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos de enfarte em diversos órgãos. A hemorragia manifesta-se como equimoses, sangramentos nasais e gengivais, também podem ocorrer choque, resultando em morte, devido às hemorragias profusas. Hepatite pode surgir, por vezes, resultando em icterícia, o que confere a cor amarelada a pele, o que denominou a doença. Insuficiência renal e hepática são complicações que podem estar presentes na febre amarela.
Uma vez que a febre amarela apresenta quadro clínico similar a outras desordens, como a dengue e a malária, o diagnóstico exato é imprescindível e deve ser confirmado por meio de exames laboratoriais específicos.
Não há medicamentos específicos para combater o vírus que causa a febre amarela. O tratamento envolve suporte hospitalar, com hidratação e uso de antieméticos que não contenham ácido acetilsalicílico, para evitar a evolução severa da doença. Em casos mais graves, pode se fazer necessário realizar transfusão sanguínea e diálise.
A melhor forma de prevenir a febre amarela é por meio da vacina, que deve ser renovada a cada 10 anos. A vacinação é indicada, principalmente, para indivíduos que vão para áreas endêmicas, 10 dias antes da viagem para que haja tempo do organismo produzir anticorpos contra o vírus.

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País registra queda nos casos de dengue, chikungunya e zika

17 março, 2017

Também houve redução expressiva no número de óbitos com dengue, passando de 221 casos no primeiro trimestre de 2016 para 5 no mesmo período de 2017



Os casos de dengue, chikungunya e zika registraram queda nos três primeiros meses de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, as notificações de dengue tiveram redução de 89,8%; chikungunya, 76,3%; e zika, 97,6%. Os dados fazem parte da pesquisa realizada do início do ano até o dia 18 de fevereiro.
De acordo com o Ministério da Saúde, também houve queda expressiva no número de óbitos com dengue, passando de 221, no primeiro trimestre em 2016, para 5 no mesmo período em 2017. Os casos graves da doença chegaram a 91% a menos que 2016.
A Região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (18.660  38,7%) em relação ao total do País, seguida das Regiões Nordeste (9.655 casos  20,0%), Centro-Oeste (9.169 casos  19,0%), Norte (7.447 casos  15,5%) e Sul (3.246 casos  6,7%).
Chikungunya
Até 18 de fevereiro, foram registrados 10.294 casos de febre chikungunya no País, o que representa uma taxa de incidência de 5,0 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 76,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 43.567 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 21,1.
Zika
Foram registrados 1.653 casos de zika no País. Redução de 97,6% em relação a 2016, com 30.683 casos no mesmo período. A análise da taxa de casos prováveis mostra uma baixa incidência em todas as regiões geográficas até o momento.
Em relação às gestantes, foram registrados 286 casos prováveis, sendo 30 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. Não houve registro de óbitos por zika em 2017.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde
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Dengue é doença do século e está sendo negligenciada, alerta especialista da OMS

A dengue é a doença do século devido à sua ampla distribuição e, mesmo assim, está sendo negligenciada, alertou na terça-feira (14) o coordenador de gestão e ecologia do vetor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Raman Velayudhan, durante o 1º Workshop Internacional Asiático-Latino-Americano sobre Diagnóstico, Manejo Clínico e Vigilância da Dengue, que acontece em Brasília até quinta-feira (16).
“Essencialmente, é a doença do século, com uma distribuição muito incerta. À medida que a malária está diminuindo, a dengue está crescendo. Um mosquito substituiu o outro”, alertou o especialista.
Falta de saneamento contribui para disseminação da dengue, alertam especialistas.
Foto: EBC

A dengue é a doença do século devido à sua ampla distribuição e, mesmo assim, está sendo negligenciada, alertou na terça-feira (14) o coordenador de gestão e ecologia do vetor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Raman Velayudhan, durante o 1º Workshop Internacional Asiático-Latino-Americano sobre Diagnóstico, Manejo Clínico e Vigilância da Dengue, que acontece em Brasília até quinta-feira (16).
“Essencialmente, é a doença do século, com uma distribuição muito incerta. À medida que a malária está diminuindo, a dengue está crescendo. Um mosquito substituiu o outro”, alertou o especialista.
Velayudhan identifica a dengue como uma doença dinâmica e, ao mesmo tempo, negligenciada. “Esses vetores já transmitem quatro enfermidades. A dengue é a maior ameaça, devido às mudanças climáticas e ambientais e à fácil adaptação dos vetores (Aedes aegypti e Aedes albopictus)”, pontuou.
“Esses mosquitos têm a capacidade de armazenar ovos em muitos lugares diferentes. Como conseguiremos eliminar todos? Em larga escala, será um desafio praticamente impossível. Por isso, temos que trazer a população para um nível em que isso aconteça.”
O especialista ressaltou também que, com a redução dos casos de dengue, as pessoas tendem a “ter menos medo” de serem infectadas, o que é prejudicial para o combate aos vetores. Dessa forma, torna-se imprescindível que os governos passem mensagens-chave para a comunidade, alertou.
Velayudhan citou casos de comunicação bem-sucedidos realizados em Laos e nas Filipinas e lembrou que a OMS tem trabalhado em uma série de ferramentas e novas tecnologias para ajudar diversos países no controle de vetores.
Os primeiros registros de dengue na América Latina remetem há 400 anos, segundo José Luís San Martín, assessor regional da OPAS/OMS para o controle da dengue. “As Américas são um continente com um longo histórico de circulação do vírus. Na década de 1980, houve uma estabilização, mas esse ciclo foi interrompido nos últimos quatro anos com a entrada do chikungunya e do vírus zika”, declarou. Deste então, áreas que não notificavam transmissão passaram a reportar casos.
Realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em parceria com o Ministério da Saúde e o Programa de Cooperação de Singapura, o evento tem como objetivo fortalecer as capacidades técnicas dos participantes de países das Américas e da Ásia sobre a doença — considerada a infecção viral transmitida por mosquitos com a maior disseminação no mundo.
Vinte e um países participam do workshop: Brasil, Barbados, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, El Salvador, Guiana Francesa, Índia, Jamaica, Malásia, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Filipinas, Porto Rico, Singapura, Tailândia, Venezuela e Vietnã.
De acordo com Luis Castellanos, chefe da Unidade de Doenças Infecciosas Negligenciadas, Tropicais e Transmitidas por Vetores da OPAS/OMS, a agência da ONU está focada em populações que vivem em situação de vulnerabilidade e de extrema pobreza na região das Américas.
“A dengue é um problema de gerações, que nos desafia cada vez mais. Temos que ser mais fortes que esse vetor e essa doença”, alertou. Ele considera o encontro entre países latino-americanos e asiáticos uma iniciativa enriquecedora em termos de saúde pública. “Temos que compartilhar as melhores práticas de nossos países acumuladas ao longo do tempo”.

Desafios do Brasil e Singapura

O coordenador-geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes do Ministério da Saúde, Divino Martins, explicou a situação vivida pelo Brasil nos últimos anos.
“Estamos passando por momentos conturbados, principalmente por conta da capacidade etimológica do Aedes para novas arboviroses.” Uma das preocupações expostas por ele é em relação à infestação do Aedes, que já está presente em até 80% dos municípios brasileiros.
“Temos a circulação simultânea dos três arbovírus (dengue, chikungunya e zika). A similaridade entre eles traz um conjunto de dúvidas do ponto de vista clinico e laboratorial, por haver muitas vezes resultados cruzados”.
Martins considera essencial ter em mente os fatores que contribuem para a expansão das arboviroses, o que pode ajudar a “entender o quão complexo é realizar o controle vetorial de uma forma mais holística”.
Segundo o coordenador, questões como o saneamento básico, o desordenamento urbano, a densidade populacional em áreas urbanas, as irregularidades no abastecimento de água e o lixo doméstico, responsável por 80% dos focos de mosquitos transmissores, são importantes para auxiliar nesse entendimento. “É necessário repensar uma política. Várias medidas são necessárias para o combate à dengue”, complementou.
Chin Siew Fei, ministra-conselheira da Embaixada da República de Singapura em Brasília, falou sobre como seu país tem enfrentado o principal transmissor da dengue, o Aedes. “Estamos tentando novos métodos de controle de vetores, como a infecção de mosquitos com a bactéria Wolbachia, o que pode limitar os níveis de transmissão”, revelou. “Não hesitaremos em compartilhar tudo o que aprendermos com vocês. Esperamos que a troca de ideias e informações beneficie todos os países.”
Ng Lee Ching, diretora do Instituto de Saúde Ambiental da Agência Nacional do Meio Ambiente de Singapura, alega que um dos problemas que desafiam as autoridades de saúde do país é a mudança na faixa etária de pessoas infectadas, antes composta principalmente por crianças.
“Hoje há mais adultos infectados e isso nos leva a uma preocupação com a segurança dos bancos de sangue. Temos alguns casos (assintomáticos) de transmissão de dengue por transplante de órgãos e transfusão”, ponderou.
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Lei que transforma regime de trabalho de agentes de combate a endemias é questionada no STF

28 fevereiro, 2017

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5554, com pedido de liminar, contra dispositivos da Lei 13.026/2014, na parte em que cria o Quadro em Extinção de Combate às Endemias e autoriza a transformação dos empregos, criados pela Lei 11.350/2006, no cargo de agente de combate às endemias. Na avaliação de Janot, os dispositivos violam os artigos 7º, inciso I, 37, caput e inciso II, e 198, parágrafos 4º e 5º, da Constituição Federal (CF), e o artigo 2º, parágrafo único, da Emenda Constitucional (EC) 51/2006.



Para o procurador-geral, a lei, ao transformar os ocupantes de empregos públicos de agente de combate a endemias em ocupantes de cargos públicos, efetuou provimento derivado e contrariou o artigo 37, inciso II, da CF, que exige a aprovação em concurso público para a investidura em cargo ou emprego público. Ele explica que, antes da edição da EC 51/2006, os gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) costumavam contratar esses funcionários por meio de contratos temporários por excepcional interesse público. “Tais contratações, não raro, tinham sua natureza jurídica desnaturada em razão de prorrogações sucessivas”, observa.
“No intuito de obstar tais práticas, o artigo 198, parágrafo 4º, da Constituição, com a redação da EC 51/2006, determinou a admissão dos agentes comunitários e de combate a endemias somente mediante processo seletivo público. A Lei 11.350/2006 regulamentou a emenda, criou 5.365 empregos públicos de agente de combate a endemias e submeteu-os à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, aponta.
Regimes distintos
De acordo com Janot, a Lei 11.350/2006, ao submeter os trabalhadores à CLT, apenas esclareceu o regime habitualmente adotado, salvo se estados e municípios já os tivessem admitido sob forma diversa, em princípio o regime jurídico estatutário. A fim de regularizar a situação jurídica dos agentes já em atividade na data da promulgação da emenda, a norma previu regras transitórias que dispensam novo processo seletivo público para os contratados por seleção pública anterior.
No entanto, o procurador alega que a Lei 13.026/2014 excedeu o comando da emenda, ao transformar os empregos criados pela norma anterior em cargos de agente de combate a endemias, a serem regidos por regime estatutário, caracterizando provimento derivado de cargos públicos. “Dada a natureza jurídica distinta entre empregos e cargos públicos, não poderia a Lei 13.026/2014 transformar esses empregos em cargos públicos, ainda que com idênticas atribuições”, sustenta.
O procurador-geral lembra que empregos e cargos públicos correspondem a regimes jurídicos distintos, em diversos aspectos. Os primeiros regulam-se pela CLT e submetem-se ao Regime Geral de Previdência Social. Os segundos são estatutários, isto é, a relação jurídica decorre diretamente da lei, não de contrato, e subordinam-se ao Regime Próprio de Previdência Social. “Embora empregados públicos sejam contratados a título permanente e não possam ser demitidos de forma arbitrária, não adquirem estabilidade, conferida aos ocupantes de cargos públicos (artigo 41 da CF)”, argumenta.
Súmula vinculante
Janot ressalta ainda que a Súmula Vinculante 43 prevê que é inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.
Pedidos
Na ADI 5554, Janot requer liminar para suspender a eficácia dos artigos 3º, parágrafos 1º, 2º, 3º e 5º, 4º, parágrafo único, 5º, caput e parágrafo único, e 6º da Lei 13.026/2014. Ao final, pede que os dispositivos sejam declarados inconstitucionais.
O relator da ação é o ministro Luís Roberto Barroso.
RP/FB
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Mosquitos transmitem 37 vírus no País

26 fevereiro, 2017

Saúde. Oropouche, Mayaro e Encefalite de Saint Louis têm entre sintomas febre e dor de cabeça; com zika, dengue e chikungunya, foram apontadas 210 arboviroses em circulação no Brasil, mas nem todas afetam o homem. Pesquisador cobra mais estudos

Após o vírus zika surpreender o País e o mundo com sua rápida disseminação e possível associação com a microcefalia, especialistas brasileiros alertam para os riscos de outras doenças transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses. Nas últimas três décadas, dobrou o número de arbovírus catalogados no Brasil. Segundo registros do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em medicina tropical e vinculado ao Ministério da Saúde, já circulam no território nacional 210 arbovírus, ante 95 na década de 1980. Pelo menos 37 são capazes de provocar doenças em humanos e três deles chamam a atenção por já terem causado pequenos surtos em áreas urbanas.

Uma delas é a febre do Mayaro, doença com sintomas parecidos com os da chikungunya e transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, mesmo vetor da febre amarela silvestre. A arbovirose já foi registrada em vários Estados do Norte e Centro-Oeste. Os mais recentes dados epidemiológicos disponíveis no site do Ministério da Saúde mostram que, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram 197 notificações distribuídas por nove Estados brasileiros. Não há registros de mortes provocadas pela doença, mas, assim como na chikungunya, os infectados podem permanecer com dores articulares por semanas ou meses.

Há ainda a encefalite de Saint Louis, doença transmitida principalmente por mosquitos silvestres do gênero Culex – o mesmo do pernilongo comum –, que pode causar comprometimento neurológico e já foi responsável por um surto em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 2006.
De acordo com o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas e pesquisador participante do grupo que catalogou boa parte dos arbovírus no País, embora essas três doenças sejam transmitidas principalmente por insetos silvestres de diferentes gêneros (mais informações nesta página), há experimentos científicos que já indicam que mosquitos Aedes também teriam capacidade de transmiti-las.
“No caso da febre do Oropouche, por exemplo, o Aedes nunca foi encontrado infectado na natureza, mas um estudo experimental em laboratório mostrou que ele pode ser vetor dessa doença e que seria um bom transmissor”, afirma o especialista.
Alerta. Vasconcelos diz que é melhor não duvidar dos vírus

Riscos. Segundo Vasconcelos, o fato de os três vírus estarem presentes no Brasil há mais de 60 anos – eles foram isolados entre as décadas de 1950 e 1960 – sem terem causado epidemias de alcance nacional não permite dizer que nunca farão estragos. “Eu não quero ser pessimista, mas o zika passou 60 anos no mundo sem causar nenhum problema e vimos o que aconteceu (foi descoberto em 1947 na África). Não dá para dizer que esses três vírus não provocarão nenhum problema por já estarem no Brasil. Pode ser que nunca causem, mas é bom não duvidar”, diz o diretor do Instituto Evandro Chagas, que cobra mais pesquisas na área.
“Dos 210 arbovírus catalogados no Brasil, há esses 37 que já comprovamos que causam doença em humanos, mas, do restante, a maioria a gente desconhece completamente”, diz.
Para o especialista, a diversidade de vírus transmitidos por mosquitos reforça a importância de combate aos criadouros. “O desenvolvimento de vacinas deve ser feito, mas acredito que o controle vetorial é mais importante hoje”, defende.
Parques de SP têm 81 tipos de vetor
Não são apenas os arbovírus que apresentam grande diversidade no País. Na capital paulista, dezenas de espécies diferentes de mosquitos – transmissores de doenças ou não – povoam parques urbanos, aponta pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
Coletas feitas entre 2011 e 2013 em dez parques municipais mostraram a existência de pelo menos 81 espécies diferentes de mosquitos. Para surpresa de muitos paulistanos, o Aedes aegypti não foi o campeão em número de insetos. As espécies encontradas em maior abundância foram Aedes albopictus, Aedes fluviatilis, Aedes scapularis, Culex quinquefasciatus (pernilongo) e Culex nigripalpus.
O primeiro chama a atenção por também ser capaz de transmitir dengue e febre amarela. “Às vezes, a gente fala que o Aedes albopictus é de ambiente mais silvestre do que o Aedes aegypti e a população já imagina que ele existe somente em zona rural ou no meio do mato, mas ele está presente em grande quantidade em parques no meio da cidade”, explica Laura Multini, bióloga e mestre em Medicina Tropical, que fez sua dissertação com base em dados da pesquisa municipal. Participaram do estudo os parques Alfredo Volpi, Anhanguera, Burle Marx, Carmo, Chico Mendes, Ibirapuera, Piqueri, Previdência, Santo Dias e Shangrilá.
Laura estudou outra espécie também abundante em São Paulo: o Aedes fluviatilis. “Pelo que sabemos, ele não transmite dengue, chikungunya nem zika, mas o considero um mosquito negligenciado porque nunca foram feitos estudos de infectividade para saber se ele realmente não transmite.”
Fabiana Cambricoli , 



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